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Opiniões e posicionamentos |
Excelentíssimo(a) Sr(a), O Brasil precisa, urgentemente, estimular a previdência complementar das empresas. Toda a sociedade tem a ganhar com o crescimento do setor, cujos agentes econômicos, os fundos de pensão, garantem ao País: Hoje, há no País cerca de 370 entidades fechadas de previdência complementar, com ativos ao redor de R$ 321 bilhões e um universo de 6,2 milhões de participantes ativos, assistidos e dependentes. Embora expressivos, tais indicadores são tímidos face ao potencial do segmento. Das 5 mil empresas privadas com condições de ter fundos de pensão, só 1.850 oferecem o benefício. Por que esse número não é muito maior? Por que os ativos dos fundos de pensão chilenos equivalem a 50% do Produto Interno Bruto daquela nação e os dos nossos a apenas 20% do PIB brasileiro? Por que o contingente de fundos de pensão no País cresceu só 8% na última década? Simples: a legislação brasileira não incentiva a criação de novos e modernos fundos de pensão, especialmente na iniciativa privada. Os relatórios das autoridades responsáveis pouco ou nada falam de desenvolvimento do setor, mas estão impregnados de ações voltadas à criação de mais sistemas de controle – contratação de mais fiscais, mais cadastros, relatórios informatizados, burocracia, restrições operacionais e, conseqüentemente, mais despesas para as entidades. Há que se destacar os importantes avanços regulatórios, fiscais e operacionais obtidos nos últimos anos graças ao trabalho da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), como o novo regime tributário do setor, a regulamentação dos fundos instituídos e o sinal verde para a criação de planos que se enquadrem em padrões já existentes ou pré-aprovados. Essas medidas, dentre outras tomadas pela SPC, contribuíram para estimular e desburocratizar o setor. Mas nós, da Associação dos Fundos de Pensão de Empresas Privadas (APEP), acreditamos que é preciso potencializar o bom trabalho já desenvolvido, avançar num ritmo mais rápido, para que as entidades fechadas de previdência exerçam, na plenitude, o seu papel de agentes indutores do desenvolvimento econômico e social do País. Nesse sentido, encaminhamos a V. Excia. proposta aprovada por nossas 48 Associadas, que detêm ativos de R$ 14 bilhões, contam com 342 mil participantes ativos e complementam 46 mil aposentadorias. Nosso objetivo é que seja apresentado no Congresso Nacional um Projeto de Lei que trate da previdência complementar em seus múltiplos aspectos e segmentos. O texto, propomos, estabelecerá regras, procedimentos e controles simples para as entidades fechadas patrocinadas pelo setor privado, prevendo ainda: 1) A criação de um conselho de auto-regulamentação, formado por representantes de fundos de pensão patrocinados por empresas privadas, suas patrocinadoras e seus participantes;
A APEP quer tê-lo(a) como aliado(a) para transformar essa proposição em realidade. Como já foi dito, todos têm a ganhar com uma legislação que estimule a previdência complementar: os empresários, que poderão lançar mão de uma valiosa ferramenta de Recursos Humanos; os trabalhadores, que, aliviados das preocupações com a aposentadoria, se tornarão mais produtivos; a União, que terá condições de reduzir a pressão sobre a Previdência Social, cuja capacidade de pagamento de benefícios cada vez mais se distancia dos anseios de representativos extratos da população; e a Nação, que terá ao seu dispor, em um grau muito maior, uma robusta fonte de recursos para financiar o desenvolvimento econômico e social. Contamos com o apoio da sua candidatura e do seu mandato. Se V. Excia. precisar de mais informações ou tiver dúvidas, estamos à sua inteira disposição. Atenciosamente, APEP – Associação dos Fundos de Pensão de Empresas Privadas
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